3.11.06

OIÁ na Praia: HOJE

MAHALEO
De César Paes & Raymond Rajaonarivelo, 1996,
Madagascar & France, 102’

Hora: 18h30
Local: Palácio da Cultura Ildo Lobo

Em Malgaxe "Mahaleo" significa liberdade, independência e autonomia. Os sete músicos do grupo Mahaleo sempre recusaram o "show-business" apesar dos seus trinta anos de sucesso. Eles se dedicam ao desenvolvimento do país. Esses inventores do Blues Malgaxe são também cirurgiões, médico, agricultor, sociólogos ou deputado... Acredita-se que as canções dos Mahaleo levaram o povo a fazer a revolução de 1972 que levou à queda do regime neo-colonial. Hoje, eles continuam a intervir, sendo a banda mais famosa da ilha do Madagáscar. Guiado pela força e pela emoção das canções do grupo, o filme é um retrato de Madagascar hoje. www.mahaleo.com

Grande Prémio Public & Ile d'Argent, Festival International
du Film Insulaire – Groix/ Prémio de Melhor Documentário no Festival "Regards sur le Cinéma du Sud " - Rouen


Foto: Laterit Productions

2.11.06

OIÁ Na Praia: HOJE

MAR DE ALCATRAZ, Mário Benvindo, 2006, Cabo Verde, 17’

Momentos de pânico, no interior de um catamarã à deriva ao largo da ilha do Fogo, foram captados por um dos passageiros. Uma viagem de duas horas que demorou 12 horas. O navio embateu numa rocha e começou a meter agua. Trinta passageiros e oito tripulantes experimentaram o medo e a angústia num dos mares mais temidos de Cabo Verde, o Alcatraz. Depois de 10 horas à deriva chega o socorro...

TO BEEF OR NOT TO BEEF, Carlos Yuri Ceuninck, 10’

Nas montanhas de Sierra Maestra, Cuba. Antes do amanhecer, uma jovem mulher, veterinária, chega ao seu lugar de trabalho, um matadouro de vacas. Entre a realidade de matar animais e a normalidade do trabalho, ela enfrenta a situação com um estado mental muito particular.

BATUQUE, A ALMA DO POVO, Júlio Silvão Tavares, 2006, Cabo Verde, 52’

Característico da ilha de Santiago, Cabo Verde, o Batuque é a mais antiga manifestação cultural de Cabo Verde. Reprimido e proibido durante a colonização, por ser considerado ofensivo da boa moral, o batuque oferece-nos um prisma único por onde se filtra a própria História de Cabo Verde.

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LOCAL: PALÁCIO DA CULTURA, 18H30

28.10.06

: OIÁ na Praia


A Mostra Internacional de Cinema Documental segue para a Praia, no próximo fim-de-semana, numa parceria entre a Fou-Naná projectos e o Centro Cultural Francês. Assim, o público praiense poderá apreciar os seguintes títulos de realizadores cabo-verdianos:

To Beef or not to beef, de Yuri CEUNINCK
Mar de Alcatraz, de Mário BENVINDO
Batuque, a Alma do Povo, de Júlio Silvão

E ainda:

Mahaleo, de César Paes & Raymond Rajaonarivelo (Madagascar & França)
Saudade do Futuro, de Marie Clémence e César Paes (Brasil)

Os filmes serão projectados no Palácio da Cultura, no Plateau, com a presença dos realizadores.

Foto: Vidas Lusófonas

20.10.06

:É HOJE!


A segunda edição da Mostra OIÁ, que começa hoje, na cidade do Mindelo, destaca-se por uma maior aproximação às escolas. Segundo Tambla Almeida, director do Oiá, o estreitar das relações entre a iniciativa cultural e a comunidade académica deve-se ao engajamento das escolas e do próprio ministério da Educação. A escola é o espaço que acolhe o público-alvo do OIÁ, constituído por alunos, professores e gestores da educação.

Por outro lado, a programação destaca-se pela inclusão de quatro títulos cabo-verdianos, cujos realizadores também já garantiram presença no OIÁ. “Assim, estamos a cumprir um dos nossos objectivos, o de estimular e promover a produção local. E queremos ter, cada vez mais, a participação de filmes cabo-verdianos, bem como de títulos internacionais”, salienta Tambla.

Aliás, a Mostra é inaugurada por um filme cabo-verdiano, “Batuque, alma do povo”, de Júlio Silvão. Será o único realizador cabo-verdiano a não acompanhar a apresentação do seu filme, devido a compromissos profissionais. Entretanto, Yuri Ceuninck (“To beef or not to beef”), Mário Benvindo (“Mar de Alcatraz”) e Jorge Soares (“S. Jon da Brava”) estarão entre nós, ao longo da MOSTRA OIÁ 2006. “Na primeira edição, tivemos a participação de dois realizadores experientes, João Gomes e Leão Lopes. Este ano, a Mostra abriu espaço a realizadores jovens, que estão a iniciar um percurso no documentário”, frisa Tambla.

O director da Mostra destaca, igualmente, a selecção de curtas para crianças. São uma dezena de filmes do Projecto Curta Criança, da TVE do Brasil, cedidos através do Festival CINEPORT (Festival de Cinema dos Países de Língua Portuguesa) e da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.

19.10.06

: Cartaz da Mostra OIÁ 2006

18.10.06

:OIÁ de Mário Benvindo


"O festival Oiá surge como um oásis no deserto. É uma oportunidade rara de mostrar o que se faz em Cabo Verde e é um desafio aos artistas, no sentido de estarem sempre a produzir para certames do género. Oiá é uma prova que é possivel fazer mais do que documentos e/ou normas do audiovisual. Os decisores deviam estimular iniciativas do género, já qua a nivel de acções não conseguem esboçar um sinal. Participo neste festival porque é uma oportunidade de conhecer pessoas do mesmo mundo e também porque é uma oportunidade de criar uma rede de contactos que poderá contituir uma mais valia neste ramo, já que os patrocínios são escassos.Aos organizadores do Oiá uma palavra de agradecimento por esta atitude de coragem e ousadia"

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Mário Benvindo é o autor do documentário "Mar de Alcatraz", que poderá ver no dia 28, sábado, às 19h15, na Fundação Baltazar Lopes.

A programação da Mostra OIÁ 2006


São 10 dias, 13 filmes, sendo quatro cabo-verdianos, uma mostra de filmes infantis, uma oficina sobre realização de documentários, palestras e exposições. Quatro realizadores estarão presentes. É o OIÁ 2006, que começa nesta sexta-feira, no Mindelo. Confira a programação completa, na coluna à direita.

15.10.06

OIÁ!


Mindelo acolhe, de 20 a 29 de Outubro, o Oiá - Mostra Internacional de Cinema Documental do Mindelo. O certame, promovido pela Fou-Nana Projectos, já vai na segunda edição.

Através de mostras, debates e oficinas, pretende-se despertar o interesse pelo cinema documental, do ponto de vista da formação de um público e do estímulo à produção. Por isso, a Fou-Naná dirige-se à comunidade escolar, de todos os níveis de ensino, como o público-alvo da Mostra.

Este ano, além da projecção de uma dezena de filmes infantis, do Brasil, a grande novidade é a apresentação de quatro filmes de realizadores cabo-verdianos. O que não deixa de ser significativo, num deserto de produções cinematográficas como é o caso de Cabo Verde. Há duas estreias: No Mar de Alcatraz, um documentário de Mário Benvindo Cabral, realizador natural da Praia, sobre o naufrágio do catamarã Golfinho I, ocorrido em Fevereiro no temido mar de Alcatraz; e Bitu, filme de Leão Lopes, sobre o artista plástico Bitu, tendo como pano de fundo a produção artística e contemporânea no Mindelo.

Os outros dois filmes são : To Beef or Not to Beef, um curta de Yuri Évora Ceuninck, cabo-verdiano natural de Santo Antão, actualmente residente na Praia; e Batuque: a alma do Povo, o primeiro documentário de Júlio Silvão, realizado sob os auspícios do Africa DOC.

O Oiá deve ainda ser apresentado na Praia e na comunidade de Lajedos, em Santo Antão.

In Lantuna